17 julho 2026
Dos bares às igrejas, da engenharia aos palcos: conheça as histórias dos 24 artistas selecionados para o HIT 98FM
Por Larissa Zanato/98FM
Os 24 artistas classificados para a sexta edição do HIT 98FM têm algo em comum além da música. Por trás das composições autorais que seguem na disputa pelo concurso estão histórias de persistência, mudanças de vida e anos de dedicação na tentativa de transformar um sonho em profissão.
Entre os selecionados há cantores que vivem exclusivamente da música, artistas que conciliam os palcos com outras carreiras e participantes que aguardavam há anos por uma oportunidade no concurso. As trajetórias passam por igrejas, festivais, bares, programas de televisão e até profissões como engenharia e transporte por aplicativo.
A cantora Adrimel, por exemplo, começou a cantar aos 11 anos na igreja. Antes de viver da música, trabalhou na lavoura e passou dois anos dirigindo por aplicativo durante o dia enquanto se apresentava à noite. Hoje, faz shows em Curitiba e em outras cidades do Paraná e de Santa Catarina. Mãe de uma menina com síndrome de Down e autismo, considera a classificação a realização de um sonho após tentar entrar no HIT 98FM em edições anteriores.
A persistência também aparece na trajetória do cantor Johnatan Lucas, de Curitiba. Depois de mais de duas décadas de carreira, esta é a quarta vez que ele está entre os selecionados do concurso. Para ele, a classificação representa o reconhecimento de um trabalho construído ao longo dos anos.

Outros artistas precisaram mudar completamente de rumo para investir na carreira musical. Matheus Souza deixou a Engenharia de Controle e Automação para se dedicar aos palcos e chegou a morar em Goiânia para aprofundar os estudos no mercado sertanejo. Já Célio Martini faz o caminho inverso: divide a rotina entre a profissão de engenheiro de software e a produção de músicas autorais.
A jovem Luiza Domingos, de 21 anos, representa outra realidade comum entre os participantes. Ela trabalhou com carteira assinada desde os 15 anos e somente no ano passado conseguiu reunir recursos para investir em aulas de canto, composições e gravações. A música inscrita no concurso é uma das primeiras autorais da artista.
A música começa cedo
Embora as trajetórias sejam diferentes, muitas delas começaram ainda na infância.
A cantora Aline Carvalho cresceu inspirada pelo pai, que também era cantor sertanejo. Já Felipe Oliveira lembra que ganhou o primeiro violão aos 10 anos e, desde então, passou a escrever as próprias canções.
Há quem tenha dado os primeiros passos na igreja, como Jonas & Joel e Kedma Novaes, ou nos festivais de música, caso de Lettícia Galeano, que mais tarde iniciou carreira solo e atualmente também apresenta um programa de televisão.

A experiência acumulada também chama atenção. Jana Barão soma mais de 30 anos de carreira e decidiu gravar seu primeiro trabalho totalmente autoral justamente em 2026, resgatando uma composição escrita há quase três décadas.
Histórias reais viram música
Se as trajetórias são diferentes, as inspirações também.
Entre as músicas classificadas há composições baseadas em experiências pessoais, histórias de amigos e situações do cotidiano.
A cantora Aline Carvalho conta que “Chorei no Meio-Fio” nasceu depois de ouvir o relato de uma fã que enfrentava o fim de um relacionamento. Já Junior Vitti transformou em música a história de um amigo que descobriu que a mulher por quem estava apaixonado mentia sobre a própria vida.
O cantor Flavio Pontes escolheu retratar o silêncio deixado pelo fim de um relacionamento, enquanto Adrimel afirma que sua composição nasceu durante o processo de separação do marido. Há ainda espaço para o humor, como em “Pedigree”, de Marcello & Adrianno, inspirada em situações comuns da convivência entre casais.
Um sonho compartilhado
Apesar das histórias distintas, as respostas enviadas pelos participantes revelam um objetivo comum: fazer com que as músicas ultrapassem os limites dos bares, eventos e plataformas digitais para alcançar um público cada vez maior.
Alguns esperam viver exclusivamente da música. Outros já conseguiram transformar os palcos em profissão e agora buscam reconhecimento nacional. Há ainda quem sonhe simplesmente em ouvir uma composição tocando no rádio ou deixar um legado por meio das próprias canções.
Para todos eles, a classificação representa mais do que a permanência em uma competição. É a oportunidade de apresentar um trabalho autoral a um público maior e disputar a chance de regravar a música vencedora ao lado de Guilherme & Santiago, além de conquistar os votos do público e da banca de jurados.